18 de abril de 2012

O pequeno explorador

Pra quem acompanha o Mimimi e quer saber da historinha do Haniel, apresento-lhes o blog Pequeno Explorador onde estarei contando nossas experiências diárias, aventuras, dúvidas e avanços. Então... Uma, duas, três e meia e JÀ!!! Todo mundo dando uma olhadinha lá!!

Beijos!

PS: Em breve retornaremos a nossa programação normal (oi?)

9 de abril de 2012

O iminente retorno...

Depois de um relativo tempo de silencio... Digo, um silêncio entre aspas, apenas aqui neste espaço por que na vida real, as coisas andaram bem "movimentadas". O fato é: tudo mudou. Ou está mudando. Ou, mais ainda, vai mudar.
Desde fevereiro último, quando Haniel foi diagnosticado com problemas de desenvolvimento global, minha vida virou de cabeça para baixo, não só pelo fato em si, a aceitação, o entendimento, a busca de compreender o que tudo isso significaria para as nossas vidas, mas também uma série de decisões importantes sobre a parte prática desse processo.
Como todo mundo(?) que lê esse blog sabe, eu moro em um lugar Tão Tão Distante desde meados de 2008. Até então isto não havia sido um problema, inclusive eu já havia me "educado" para dar uma nova significância à vida, ao cotidiano longe dos burburinhos da "cidade" (ou pelo menos de uma cidade porte médio). Daí que tudo isso veio abaixo com o diagnóstico do Haniel, uma vez que meu garoto precisa de cuidados mais especializados, de estimulação precoce, e esse tipo de coisa não tem por aqui...
Depois disso, foram MUITAS idas ao fórum, ligações para advogada, pesquisas sobre legislação administrativa na internet, conversas e e-mails e coisas que vão e vem o tempo todo. Isso tudo para que eu possa conseguir uma transferência do trabalho para um lugar onde eu possa tratar do meu pequeno da melhor forma possível.
Ao longo dos meses, a melhor opção que se delineava era voltar para Campina Grande (que possui um ótimo centro de intervenção precoce para bebês), entretanto, a coisa parecia muito distante, visto que existe no Brasil toda uma burocracia inútil no caso de redistribuição de servidores federais, MESMO QUANDO O CASO É DE SAÚDE,  o que para mim é um absurdo. 
Muitos, muitos, muitos, telefonemas, e-mails, reuniões e conversas depois as coisas parecem caminhar. O processo ainda não acabou, aliás, está no começo, entretanto, vislumbro uma luz no fim do túnel (uma luz bem próxima, assim espero). Enquanto isso, ficamos aqui, ESPERANDO, perdendo um tempo precioso, enquanto a burocracia se arrasta entre salas poeirentas e passos lentos.
Massssssssssssssssss, este post não trata disso, pois TENHO CERTEZA, que logo logo isso se resolverá (moverei mundos, se preciso for). 
Este post trata do gostinho da perspectiva de voltar para casa, para a minha cidade, para perto da minha família, para, enfim, um lugar onde eu possa dormir tranquila na certeza de que eu estou fazendo o melhor para que meu filho possa desenvolver toda a sua potencialidade enquanto indivíduo e para que ele possa ficar mais perto da família...
Quero em breve retornar a este cantinho cheio de mimimis para dar a boa nova. 
Cruzem os dedos por nós!
:D

11 de março de 2012

Por que o tempo é rei...

Quando muita coisa acontece ao mesmo tempo não dá tempo pensar, só agir. 
Então... ação é minha palavra no momento e ela é tão necessária agora que estou fugindo de qualquer coisa que me faça pensar. Daí esse silêncio...
Porque ele, o silêncio, sempre diz muita coisa, e geralmente são aquelas coisas mais importantes.
Silenciar e deixar o tempo correr.
Não há outra saída nesse momento...

21 de fevereiro de 2012

Das razões

Ausência.
A ausência sempre tem uma razão de ser. Ela é o vazio que diz algo, porque no lugar do ausente encontra-se sempre uma presença perdida.
A minha ausência no blog nesses dias tem uma razão de ser que até eu mesma estou ainda a entender, a digerir.
Quem disse que a vida é simples? Na maior parte do tempo nós vivemos sob um manto ilusório de felicidade. Uma camada delicada de pó de alegrias passageiras... porque, em essência, o sentido da existência só se revela quando a realidade aparece bem na nossa frente e nos força a olhar sua cara feia.
Nas últimas semanas eu me senti mal, tão mal que a tristeza quase chegou a me tentar, a querer se aproximar com seus braços sedutores a querer me enlaçar na tentativa vã de reencontrar aquela menina que foi durante muito tempo sua companheira...
Sim, eu tenho um grande desafio pela frente, o desconhecido a enfrentar, a dor moldando mais uma vez esse coração já meio cheio de cicatrizes, a necessidade de se desapegar novamente, a grande aventura do recomeço, partir do zero, enfrentar a ansiedade...
Eu vou ser forte. Eu preciso ser forte.
Por você Haniel, meu filho amado...

28 de janeiro de 2012

É normal se sentir estranho...

Já faz alguns dias que me sinto esquisita, muito esquisita. Hoje eu acordei e estava tudo igual e eu continuo com esse sentimento tosco dentro de mim. 
Eu olhei fotos antigas hoje. Fotos com meus pais, na casa dos meus pais, fotos de família... Eu não tenho como descrever o tamanho do estrago que é não ter eles mais por aqui. Às vezes penso obsessivamente como seria poder ligar para minha mãe e dizer "olha, não tô nada bem, me ajuda?". Já se passaram 10 anos e eu continuo sentindo uma vontade desesperada de enconstar minha cabeça no colo dela, de falar da vida, de dizer as besteiras que eu já fiz e das que eu ainda estou por fazer.
Nas horas em que me sinto vulnerável, essas são as piores. Quando o sentimento do fracasso e da impotência ficam como uma sombra sobre os meus dias, eu finjo diálogos imaginários com você mãe, você deve saber, onde quer que esteja...
Então eu queria que tudo isso passasse, eu não quero mais me sentir esquisita, eu não quero essa sensação de estar no lugar errado, na hora errada, correndo atrás do nada...
Eu preciso de uma mudança, que seja em mim ou no mundo que me cerca, pouco me interessa, contato que leve embora esses sentimentos perturbadores que enevoam meu coração e distorcem minha visão daquilo que realmente importa para mim.


15 de janeiro de 2012

Tórrido Sunday

Torrificar
[De torri- + -ficar.]
Verbo transitivo direto.

1.
Tornar tórrido.
2.
Tostar, torrar.
3.
Fazer torrar.

Além de entrar em combustão nesse clima infernal, também sei tirar vantagem do domingo, esse dia especialmente criado para nos deixar melancólicos...

Melancolia
[Do gr. melancholía.]
Substantivo feminino.

1.
Estado mórbido de tristeza e depressão.
2.
Estado de languidez e tristeza indefinida.
3.
Desgosto, pesar, tristeza. [Sin., ant. e pop. (nessas acepç.): malencolia, malenconia, malinconia.]
4.
Psiq. Distúrbio mental caracterizado por depressão em grau variável, sensação de incapacidade, perda de interesse pela vida, podendo evoluir para ansiedade, insônia, tendência ao suicídio e, eventualmente, delírio de auto-acusação.

Porém, todavia, entretanto, ao contrário do que diz o dicionário e contra todas as forças que criaram esse diazinho infame, eu vou mostar que tenho forças, oh sim senhor, eu tenho forças para sobreviver a mais 24h de calor, regadas de correntes de vento quente (mais propriamente conhecido como "bafo") e sim, NÃO ME LEMBRAREI que teve show de Lenine de grátis em Jampa, não me lembrarei da minha vontade louca de estar lá, de andar pelas areias de Cabo Branco, de tomar um sorvete vendo o sol se pôr. Sim, não me lembrarei dos almoços gostosos na casa dos Ramires e não choramingarei por estar longe deles. 
Você vai passar domingo, vai embora com toda a sua languidez quente e insuportável. Amanhã é segunda, "dia de branco" como diria minha momys, e o corre-corre da semana vai levar todas as neuras de hoje.
Eu vou é escutar Arnaldo Antunes, dançar ao som de Iê Iê Iê, cantar Invejoso bem alto, sorrir cantarolando Envelhecer e vou esquecer você. 
E vou viver meus dias assim, um de cada vez...